Clyde Morgan conduz atividade formativa com a Ominirá durante o Vale que Dança

Referência na história da dança afro-brasileira e contemporânea na Bahia, artista compartilhou saberes e experiências em uma manhã de formação no Vale do Capão.

Uma manhã de dança, aprendizado e troca de experiências marcou a programação do Vale que Dança – X Festival de Danças Afro-brasileiras e Contemporâneas do Vale do Capão nesta quarta-feira (9). O bailarino, coreógrafo e professor Clyde Morgan conduziu uma atividade formativa com integrantes da Ominirá Cia. de Dança e pessoas convidadas, no Vale do Capão, em Palmeiras, na Chapada Diamantina.

A oficina propôs uma experiência de investigação do corpo a partir do movimento, da relação com o outro e da troca de conhecimentos. Durante a atividade, participantes experimentaram diferentes possibilidades de movimento e compartilharam experiências, em um processo que articulou prática, escuta e descoberta.

Para a Ominirá, a presença de Clyde Morgan representou ainda uma oportunidade de aproximação com uma trajetória que ocupa lugar importante na história da dança afro-brasileira e da dança contemporânea na Bahia. Sua participação possibilitou o contato direto entre diferentes gerações de artistas e a circulação de conhecimentos construídos ao longo de sua trajetória.

Ao longo da manhã, o corpo foi também espaço de memória e transmissão de saberes. A proposta valorizou a experiência coletiva e a possibilidade de aprender a partir do encontro, estabelecendo conexões entre diferentes percursos e formas de compreender e vivenciar a dança.

A atividade integra a programação da 10ª edição do Vale que Dança, que acontece de 10 a 13 de setembro, no Vale do Capão. Com o tema “Dança–Corpo–Memória: Ancestralidade que educa, cuida e reexiste”, o festival reúne apresentações, oficinas, mesas de diálogo e outras ações voltadas às danças afro-brasileiras e contemporâneas.

A presença de Clyde Morgan reforça uma das dimensões centrais do festival: promover o encontro entre artistas, mestres, pesquisadores e diferentes gerações, criando espaços para a transmissão de conhecimentos e para a continuidade de trajetórias que ajudaram a construir a dança afro-brasileira na Bahia.

Ao final da atividade, ficou o sentimento de um encontro que não se encerra com o fim da oficina. Os movimentos, as experiências e os saberes compartilhados seguem como parte da memória corporal de quem participou e da trajetória da Ominirá no festival.

O Vale que Dança agradece a Clyde Morgan pela presença e pela partilha de seus conhecimentos, contribuindo para uma programação que tem na formação, na ancestralidade e no encontro entre diferentes saberes alguns de seus principais pilares.